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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Afinal, "o Vestido de Noiva Perfeito" existe!

Ora então, ontem lá fui eu ver e experimentar vestidos de noiva... 
Quando há uns mesitos atrás anunciámos a história do casamento, a primeira pergunta que me faziam era "já começaste a ver vestidos?", ao que eu respondia que não porque sabia o que queria e como era algo muito simples não teria grandes problemas em encontrar. Realmente, nunca me vi a perder muito tempo com este assunto, precisamente por ter uma ideia do que me favorece e do que gosto. Além disso, ao contrário de muitas raparigas que sonham com casamento e vestidos de noiva desde tenra idade, eu nunca perdi tempo a pensar nessas coisas. 
Há medida que os meses foram passando, começaram as pressões... "Tens de ir ver os vestidos!", "vais ver que é a parte mais gira!", "Ai, eu adorei andar a experimentar vestidos, parece que todos ficam bem!". Dados estes comentários das amigas casadas, que adoraram andar a passar de suspiro para suspiro, lá comecei a olhar para as revistas e para os sites de vestidos de noiva... Aí, começou a gerar-se algum stress, é que não havia nada de que eu gostasse! Folhos e mais folhos, diria mesmo, cascatas de folhos! A eles juntavam-se os cai-cais, que até são elegantes, mas que não fazem o meu género! 
Dos muitos modelitos que vi na net e nas revistas, quase nada me agradava... Mas lá me decidi a fazer uma marcação numa loja. Optei pela Nova Noiva por causa da variedade de marcas e de fotografias que tinham no site. Pensei que no meio de tanto vestido, algum havia de me agradar...
Depois de me mostrar uns cinco ou seis catálogos, a colaboradora Ângela, que adorei, percebeu o "meu" género de vestidos e, no meio de tantos, lá me arranjou o tal 1% ao meu gosto. Mesmo assim, havia lá pelo meio um cai-cai, que aceitei experimentar para tirar as teimas... 
No total, julgo que experimentei uns sete modelos e saí de lá com "o" vestido comprado, sem dúvidas ou hesitações. Tal como eu queria! É lindo e faz-me linda! Agora não tenho de me preocupar mais com esse assunto até Abril, que é quando devo fazer a primeira prova. Aliás, tenho de preocupar com duas coisitas que vou procurar lá por Nova Iorque: sapatos e lingerie. 
Já estou a imaginar as lagrimitas do meu Mr. Big quando me vir a entrar na igreja toda vestidinha de noiva!
Imagem super-fofa retirada do site highsocietybridal.co.uk

domingo, 21 de novembro de 2010

O Despiste

IC19, saída para a Radial de Benfica, perto das duas da manhã numa noite de sábado, para ser mais precisa, ontem. 
Nisto, passam dois carros em alta velocidade, mas mesmo mesmo depressa, fazendo da estrada uma pista de corridas. Sempre que vejo este tipo de comportamento fico irritada e lembro-me de comentar com o meu Mr. Big qualquer coisa como “que imbecis, detesto quando passam assim a abrir!”. Entretanto, nem cinco segundos depois, digo-lhe “olha, não tens de virar para a Radial de Benfica?”. Ele respondeu “tenho”. E começou a abrandar. Foi então que olhei e vi um dos carros, o que ia atrás, junto às bermas de cimento, com a frente completamente destruída, fumo e poeira pelo ar. O meu Mr. Big estava a abrandar, não para virar, mas para estacionar na berma, em segurança. Saímos do carro. Eles também, condutor e pendura. Pego no telemóvel, ligo para o 112, demoram horrores a atender. Eles parecem estar bem, só um pouco atordoados, com sangue a escorrer da boca, mas coisa pouca. O Mr. Big está ao pé deles, eu mais afastada, agarrada ao telemóvel. Finalmente, o 112 atende. Explico o que se passou, aparentemente estão bem, até que o meu Mr. Big me diz “está alguém preso debaixo do carro, uma rapariga”… 
E aí o meu coração começou a bater mais depressa. Dou esta nova informação ao 112, dizem-me que vão mandar o INEM para o local. A rapariga, que tinha perdido os sentidos, acorda. Vê-se presa debaixo de um carro entra em pânico, começa a gritar. Não se percebe o que ela diz, deve ter a boca cheia de sangue. Começam a juntar-se mais carros e pessoas. Alguns imbecis sugerem levantar o carro com um macaco e tirá-la lá de baixo. O meu Mr. Big impede-os, afinal, nestas situações é suposto não mexermos no corpo até chegar a ajuda médica porque não sabemos as lesões que a vítima poderá ter. 
Pelo que os ocupantes do carro explicaram, ela vinha no banco de trás, tinha tirado o cinto para apanhar o telemóvel, que tinha caído, e com o despiste, as portas de trás abriram, projectando-a para fora do automóvel.
O pendura, completamente parvo, no meio daquela situação de stress, lembra-se de dar um pontapé no carro, como se isso fosse desviá-lo o suficiente para tirar a rapariga lá de baixo. O meu Mr. Big agarrou-o e afastou-o dali com um “Estás maluco? Achas que é assim que a tiras dali? Só estás a fazer pior!”.
Agora já toda a gente ligava para o 112, sem necessidade, porque eu já o tinha feito. Chega um carro da polícia. Faz uma tal derrapagem que pensei que ainda ia haver outro acidente. Saem do carro e perguntam “já chamaram o 112?”. Já! Claro! Foi a primeira coisa que fizemos! Como é que aquelas alminhas aparecem ali e nem sabem o que se está a passar?! Quando viram a rapariga debaixo do carro saíram-se com esta “foi atropelamento?”. Atropelamento na entrada para a Radial de Benfica às duas da manhã?! Enfim, nem vou comentar...
Começo a olhar para a estrada, estilhaços do carro por todo o lado: peças de plástico, bocados do motor, vidros, carros a abrandarem para se conseguirem desviar. Pensei “como é que conseguimos? Como é que estamos aqui, inteiros, sem uma beliscadura no carro quando eles passaram por nós nem cinco segundos antes do despiste?”. Talvez porque, simplesmente, não tinha de ser… A verdade é que conseguimos, e eu nem me apercebi dos bocados do carro a voar, mas o meu Mr. Big apercebeu-se de tudo isso muito antes de mim, provavelmente, porque ia a conduzir e sabe que ao volante há que estar sempre em alerta. 
O que me irrita quando vejo estes 'putos' a acelerar e a picarem-se é a grande falta de responsabilidade e de maturidade que têm. Conduzir implica todos os que andam na estrada, desde os que sabem conduzir, aos que se consideram pilotos de Fórmula 1. Preocupa-me que um destes cretinos possa destruir a minha vida ou a dos que amo, como aquele condutor fez com a namorada! Sim, a rapariga encarcerada é a namorada dele… 
Finalmente, a ambulância chega, e depois o carro dos bombeiros, para o desencarceramento. A rapariga continua a gritar. O socorro demorou cerca de 10 minutos a chegar. Será muito ou será pouco? Para mim pareceram horas, largas horas de angústia, sem poder fazer mais nada a não ser esperar e tentar pôr algum juízo nas cabeças das alminhas que queria levantar o carro com macacos ou, simplesmente, com a força humana. 
Depois da situação estar entregue a quem de direito, decidimos ir embora. Afinal, não tenho qualquer curiosidade mórbida em ficar a assistir à cena. Informámos a Polícia, já que tinha sido eu a ligar para o 112 e não sabia se queriam que prestássemos algum tipo de declarações, e saímos dali. Havia mais de 15 carros parados na berma, tudo ali a ver o espectáculo… 
Saí dali triste, apreensiva, preocupada, sem saber que futuro terá aquela rapariga. Não lhe antevejo nada de bom, mas espero que seja melhor do que o que eu imagino… 
Mas o pior foi perceber que somos um país de gente que não sabe reagir em situações de stress, que entra em pânico, bloqueia e não raciocina... Levantar o carro com um macaco?! E depois? Arrastavam-na de lá e ela levantava-se e sacudia o pó da roupa, na maior, como acontece nos filmes?! 
Infelizmente, a realidade consegue ser bem mais dramática do que a ficção.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Em busca do Vestido de Noiva perfeito, se é que isso existe...

Durante estas semanas em que estou em Portugal, achei que seria uma boa ideia começar a procurar "o" vestido de noiva... Sim, porque para quem não sabe, o casamento de Lady Mary e Mr. Big já está marcado e a data vai-se aproximando de um modo assustadoramente rápido! Claro que ainda faltam uns oito meses, mas cheira-me que vão passar a voar. Além disso, todas as minhas amigas que já se casaram passam a vida a dizer-me que é a melhor parte, que vou adorar experimentar vestidos, que vai ser inesquecível, e blá blá blá...
Eu decidi dar-lhes ouvidos e começar à procura do tal, aquele que quando me cair no corpinho irá "assentar que nem uma luva"... Mas querem saber a verdade?! Quanto mais pesquiso, mais acho os vestidos de noiva super pirosos! É certo que ainda não fui experimentar nenhum, acho que me vou estrear na próxima semana, mas pelo que tenho visto em revistas e em sites, não há nada que eu considere "tchan"! É que os vestidos de noiva cada vez me parecem mais uma espécie de suspiro esbranquiçado e sem graça... E a moda dos folharecos na saia?! Sinceramente, não tenciono aproveitar o nosso casamento para me mascarar de Sevilhana! Os cai-cais também já começam a perder a graça, não?! Há oito anos, quando a minha irmã se casou, já levava um vestido sem alças... Há oito anos!! 
Ou seja, folharecos e cai-cais estão fora da minha lista de preferências, o que faz com que não goste de 99% dos vestidos que actualmente existem à venda... 
Será que posso fazer como a Carrie, no Sexo e a Cidade 2 e vestir um belo 'smoking' Yves Saint Laurent? 
'Le Smoking', de Yves Saint Laurent, fotografado por Helmut Newton.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

6.600 visitas em dois meses e meio?! Nada mau!

Eu não sou muito dada a estatísticas e coisas assim viradas para os números. Como tal, nunca tinha prestado atenção ao número de visualizações que o blog tem! E hoje, ao explorar as ferramentas do blog, descobri não só que posso publicá-las, como o facto de serem já terem ultrapassado as 6.600, sim, seis mil e seiscentas! UAU!
Claro que pelo menos seis mil se devem ao facto de estar sempre a abrir o aMARYcan LIFE à procura de erros, mas isso não interessa nada...
Eu já estava tão feliz com os meus 29 seguidores e com os comentários que de vez em quando recebo, mas agora estou delirante!
Um brinde?...
A foto é de um jantar numa pizzaria italiana chamada Kesté, e que tem umas pizzas quase tão boas como as do Lombardi!

Em Lisboa... Parte 2

Já tenho visto, acabou de chegar pelo correio!! Que felicidade!!! O principal assunto burocrático que me vinha a consumir de há uns tempos para cá está resolvido! Até ao fim de 2011 não terei de me preocupar mais com isso! Uff...
Entretanto, o meu Mr. Big lá foi ontem de abalada. Deixei-o no aeroporto de manhã e depois aproveitei para ir estoirar os cheques-oferta do Colombo que ainda tinha e que perdiam a validade no final deste ano.
Duas horitas depois, saía de lá com uma bela túnica da Bershka e um vestidinho da Zara Kids (para mim!).
A túnica já a tinha namorado na Bershka do Chiado, mas só havia em L. Desde então, e como já devem ter percebido que sou um pouco obsessiva quando vejo alguma coisa que gosto, não descansei enquanto não a descobri e experimentei! O bom da Bershka é que é uma marca que não se vê em Nova Iorque. Sinceramente, não sei se há por lá alguma, mas se há, eu nunca a descobri... Por isso, terei uma peça de roupa que por lá, ironicamente, é rara! O vestidinho, ainda que sendo da secção infantil, conquistou o meu coração, apesar de ainda ter de o levar à faca, ou melhor, à máquina de costura. É que a roupa infantil costuma ter uma particularidade: não é cintada! Vai daí, já estive a alinhavar umas pinças nas costas para lhe dar umas curvas mais femininas!
E assim vai a vidinha por cá... Está na hora de começar a pôr em dia os cafés e os jantares com os amigos, porque já estamos a dia 8 e já falta menos de um mês para me pôr a milhas, novamente!

Cá está a minha túnica bonitinha, que fica perfeita com uns leggins ou umas skinny jeans (que nas minhas pernas roliças, para não dizer mesmo gorduchas, nunca ficam muito skinny, mas enfim...).
E o vestidinho Zara Kids, pronto para passar pela máquina de costura da  Mommy e ficar ainda mais catita!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Hoje foi o dia de sacar da varinha mágica e transformar-me em Fada do Lar

Oh God… Adoro Lisboa e rever tudo e todos os que amo, mas ainda não parei de fazer arrumações e a casa continua um caos! Seis semanas fora correspondem a toneladas de pó, cotão, roupa para lavar e passar, voltar a encher o frigorífico e a cozinhar, vidros para limpar… Enfim, uma infinidade de tarefas que eu sempre detestei e que a minha rica mãe quase sempre fez por mim. 
Nesta vida a dois com o meu Mr. Big, volta e meia lá tenho de fazer as vezes de fada do lar... E até nem me saio nada mal! Confesso que se eu gostasse deste tipo de trabalho não teria problema nenhum em tornar-me uma profissional das limpezas e da gestão doméstica! Ganharia muito mais, com certeza, do que ganhei até hoje no mundo do jornalismo!
No meio disto tudo, o que ainda gosto mais de fazer é passar a ferro! Quem diria… Talvez seja pela minha paixão por roupa e por querer vê-la sempre impecável. A parte boa de viver em hotéis é o facto de não ter de limpar, arrumar, aspirar, cozinhar… Por isso, até que ponto será preferível viver numa despensa nova iorquina onde terei de continuar a fazer estas tarefas chatas, ou num hotel em New Jersey, com todas as mordomias? Tough decision…
Claro que isto são pensamentos parvos que nos passam pela cabeça depois de aspirarmos, deve ser o pó a subir ao cérebro. Ter o nosso espaço em Nova Iorque representa sentirmo-nos finalmente em casa, sem o risco de termos de mudar de hotel porque aquele vai estar esgotado na semana seguinte, ou termos de trazer as tralhas todas atrás em cada viagem para Portugal.
O meu Mr. Big vai já no domingo para lá, novamente para um hotel… E em Dezembro, quando eu voltar a Nova Iorque, parece-me que a história da casa ainda não estará resolvida… Por isso, o melhor é mesmo pensar no lado bom de viver em hotéis, onde há profissionais que limpam e arrumam por nós! 
E agora vou sentar-me no sofá, que acabei de mudar de sítio, e contemplar as riscas lindas que morrer que fiz na parede há uns meses e que continuam a ser o meu motivo de orgulho na área da decoração de interiores!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Em Lisboa...

Estar fora do país tem destas coisas: esquecemo-nos do que vai acontecendo em terras lusas! Parece que ontem houve um concerto do Michael Bublé e eu só me apercebi disso há pouco, enquanto 'coscuvilhava' outros blogs... Em compensação, as coisas que são realmente importantes na nossa vida ganham ainda mais importância e é por isso que ainda estávamos nos States quando comprámos os nossos bilhetinhos para ouvir o grande Sérgio Godinho na Culturgest! Já estou a ansiar por essa noite e falta quase um mês! Até lá, é aproveitar cada minuto, porque nessa altura, já estarei quase de abalada, novamente. 
Entretanto, já deu para matar parte das saudaditas da família e de alguns amigos. E dos sítios... Ontem estive na Baixa e no Chiado, tão bom! E logo no dia em que chegámos, ainda conseguimos ir jantar à Petisqueira Ideal, um dos meus restaurantes preferidos. E sabem o que comi lá?... Vieiras, pois claro! 
Fotografia de Reinaldo Rodrigues