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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Supermercado Seabra, um oásis de produtos portugueses!

Depois das sugestões da minha professora de inglês, eu e o meu Mr. Big decidimos ir explorar o Seabra Supermarket, em Newark! Ainda andámos por lá meio perdidos, mas ao fim de algumas indicações conseguimos dar com o sítio. E valeu a pena porque aquele corredor de produtos portugueses é uma verdadeira mina de ouro! Até pudim flan Mandarin trouxe de lá! E tremoços, que por cá se chamam "lupini beans"... E atum Bom Petisco... E azeite Galo... E farinha branca de Neve... E café Sical... E Sumol laranja... E carcaças... E pasteis de nata, de côco, de feijão, bolas de Berlim bolos de arroz e pirâmides...
Bom, podia continuar nisto mais um bocado, porque havia muito mais no nosso carrinho, mas já dá para ter uma ideia. Quando estamos longe, sentimos falta das coisas mais simples, e ficamos felizes da vida com algo tão simples como tremoços! 
No Seabra, a maior parte das pessoas, clientes e funcionários, fala português. Por lá, vende-se a Nova Gente e a Mulher Moderna Culinária, o senhor do talho tem bigode e na secção de frescos há embalagens de couve migada em caldo verde. Na minha opinião, só falta uma coisa no Seabra: uma boa selecção de vinhos portugueses! 
Não é difícil imaginar que, mal chegámos ao carro, começámos a devorar bolos! Eu agarrada à minha pirâmide, melhor do que muitas que já comi em Lisboa, e o meu Mr. Big ao seu bolo de arroz... 
Quando comecei a olhar para os carros estacionados à volta do nosso, imaginem o que a maioria tinha em comum?!... Um terço de Nossa Senhora de Fátima no espelho retrovisor! 
E mesmo em frente ao Seabra o que é que há? A TAP, pois claro!
O Seabra Supermarket, na Lafayette Street, em Newark.
A nossa caixinha de bolos, aberta logo no parque de estacionamento!
A TAP, mesmo em frente ao Seabra.
Estes são os produtos portugueses que trouxemos de lá!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Com um pé no fim-de-semana!


O bom da quinta-feira à noite é que já se está com um pé na sexta-feira, que marca o início do fim-de-semana. Por isso, há que aproveitar o embalo e começar logo aí a aproveitar. Como o meu Mr. Big tem andado a sair tarde do trabalho todos os dias, ontem mimou-me com um jantarinho delicioso no Fleming's, uma steakhouse toda catita, com uma grande vista para Nova Iorque.

Por cá, os empregados de mesa são os nossos melhores amigos e têm sempre qualquer coisa maravilhosa a dizer  acerca dos pratos que escolhemos. Claro que esta extrema amabilidade tem uma razão: as gorjetas! Estas andam entre os 15 e os 20% do valor da conta. E num bom restaurante, uma refeição pode ser carota, por isso, a gratificação será proporcionalmente elevada. De qualquer forma, um bom atendimento merece sempre ser recompensado! 
Quanto ao jantar, o filet mignon estava escelente! E ao estilo da nouvelle cuisine, na dose certa! O que é estranho é que a sobremesa, também divina, continha uma maior quantidade de comida do que o prato principal... E para acabar em grande, um belo expresso com uma casca de limão a acompanhar... Confesso que não percebi a ideia! Das duas uma, ou era para pôr dentro da chávena (como a rodela de limão no chá), ou para tirar o gosto do café no final... Deixo ao vosso critério.

A Lua estava tão bonita ontem ao fim do dia!
A vista do Fleming's.
Pãozinho quentinho!
O prato principal: filet mignon com espargos a acompanhar.
Boa carnucha pede bom vinho!
A mega-sobremesa: Lava Chocolate Cake, ou seja, Petit Gateau, com gelado e pistachios.
Cá está a bela da casca de limão! Weerd...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

South Street Seaport - Um porto antigo transformado em espaço de lazer!

Nova Iorque tem uma característica viciante: há sempre alguma coisa nova a acontecer! Nunca sabemos muito bem com o que é que no vamos deparar quando saímos à rua...
Na sexta-feira, por exemplo, ia eu pela Broadway a caminho do Seaport, um porto antigo e recuperado situado na Lower East Side, quando me deparo com um concerto dos The TruthSeekers (confesso que não conhecia a banda, mas gostei), inserido no Art Festival 2010.
The TruthSeekers, em palco às 11h30 da manhã!

O público lá ia aparecendo... A partir do meio-dia havia muita gente já a almoçar , aproveitando o concerto para descontrair enquanto comiam as suas sandochas e marmitas!
Continuei a descer a Broadway e cheguei ao Macy's, onde estava a decorrer uma campanha de promoção da XBox que a mim me pareceu muito original, mas que por cá é já muito usada: dentro das montras estavam promotoras e promotores a jogar, com microfones pelos quais iam relatando para a rua o que tinham de fazer  em cada jogo e o quanto tudo aquilo era divertido! Então, parei um pouco para ver duas miúdas a competir numa corrida de 100 metros sem saírem do lugar, ou seja, da montra! O resultado é este:
Escusado será dizer que esta montra era a que concentrava mais mirones! Especialmente homens... Só uma sugestão: da próxima vez coloquem-nas de top e calções... Sucesso mais do que garantido!

Lá me pus novamente ao caminho porque o Seaport fica quase na ponta de Manhattan.
A meio do percurso apercebo-me de que estou num sítio diferente... Claro que bastou olhar à volta para perceber que estava em Chinatown: os letreiros das lojas não enganam! Mas nem foi isso que inicialmente me chamou a atenção, foi o estado da zona. As lojas tinham os vidros sujos e um ar encardido... Nos restaurantes há o que eu presumo que sejam frangos cozinhados expostos nas montras. É, sem dúvida, um mundo à parte em que até o Mc Donald's aparece escrito em mandarim! Por todo o lado há camiões a descarregar mercadorias. À minha volta quase só via pessoas com feições asiáticas... Ali, era eu o E.T.!  
O cenário típico de Chinatown: camiões de carga e descarga e muitos letreiros coloridos com caracteres imperceptíveis para mim!

Como podem ver, o letreiro está um pouco mal-tratado... Chinatown é toda ela uma zona desleixada, mas muito colorida e animada!

Aqui, uma loja de souvenirs. Em Chinatown há delas às centenas, fazem-me lembrar as lojas dos Chineses que temos em Portugal.

A montra de um restaurante com os frangos cozinhados e pendurados... Coisa estranha...

O Mc Donald's...

E aqui as imagens dos hambúrgueres, com os nomes e preços traduzidos, só não sei se também é possível pagar em moeda chinesa!

Apesar de passar um pouco despercebido no meio de tanta publicidade, o que ali vemos é um templo!

Nesta zona, até os outdoors publicitários estão em mandarim!

Depois de muito andar, lá cheguei ao Seaport, que é um sítio muito agradável, mesmo com o vento e com o frio que se fazia sentir. Faz lembrar as nossas docas, mas numa escala maior e com mais variedade. São vários  os restaurantes e esplanadas, assim como as lojas de rua. Há ainda um museu e até um centro comercial, o Pier 17, alojado num antigo cais recuperado. É possível alugar bicicletas ou fazer passeios de barco. Também vi por lá um Water Taxi, que como o próprio nome indica, é um barco táxi. O que é engraçado é que é semelhante aos táxis normais: todo amarelo!
Este pequeno farol marca o início do Street South Seaport e é um Memorial construído em homenagem às vítimas do Titanic, as obras à volta são relativas à construção de um parque.

Na zona, é possível visitar o Museu do Seaport.

A esplanada do RED, um bar/restaurante mexicano conhecido pela sua Blood Orange Margarita, muito apreciada tanto pelos executivos que trabalham nas redondezas como pelos turistas... Achei melhor não experimentar! Talvez numa próxima visita com o meu Mr. Big!

Por todo o quarteirão do Seaport há pipas com flores semelhantes a estas, o que dá um colorido especial à zona!

O Fulton Market, que deixou de ser um mercado tradicional e agora acolhe várias lojas e restaurantes. No andar de cima está a decorrer a exposição 'Bodies', que também já esteve em Lisboa.

E aqui as esplanadas do Fulton Market.

O quarteirão é preenchido por estes edifícios antigos de tijolo, os andares térreos estão ocupados com diversas lojas, bares e restaurantes.

O Heartland Brewery, um pub com uma enorme variedade de cervejas e pratos de peixe e marisco. 

O Pier 17, um cais renovado que agora acolhe um simpático centro comercial.

Lá dentro encontrei este tesouro! Uma loja totalmente dedicada ao Natal onde é possível encontrar todo o tipo de enfeites natalícios!

No Seaport estão atracados alguns navios antigos que é possível visitar. Ao fundo, a contrastante vista do Financial District.

Também no rio é possível apanhar um yellow cab!

Do Seaport é possível ver três pontes diferentes: a Brooklyn Bridge, Mnhattan Bridge e a Williamsburg Bridge! 

Até uma praia artificial existe no Seaport...

Também não podia faltar um campo de mini-golf!

No regresso a Midtown, ainda tive a oportunidade de me perder pelo Financial District. A Wall Street está sempre cheia de gente, sobretudo turistas. Entrei na Trinity Church, uma antiga igreja inglesa que fica precisamente de frente para Wall Street. É um refúgio excelente para descansar um pouco e esquecer a confusão do mundo lá fora! Foi construída em 1697, quando Nova Iorque era ainda uma colónia de Inglaterra, mas um incêndio destruiu grande parte em 1776. Depois de demolida, foi novamente edificada em 1839, segundo o estilo gótico.
O edifício da Bolsa de Valores Norte-Americana.

Em Wall Street, o coração financeiro de Nova Iorque

A Bolsa de Valores de Nova Iorque, onde a segurança é uma prioridade. À sua volta as grades impedem que os curiosos se aproximem do edifício.  

À saída da Wall Street deparamo-nos com a Trinity Church.

Dentro da imponente e sóbria Trinity Church, o silêncio convida a um momento de reflexão e paz.

Ao fim do dia, o meu Mr. Big levou-me a jantar ao Outback Steakhouse, um restaurante tipicamente americano, com muita carne e outras 'especialidades', nomeadamente cebola panada! Não é mau, mas a dose é demasiado exagerada para apenas duas pessoas, e por isso, mais de metade ficou no prato! Há outro aspecto curioso, que é o facto de podermos pedir a versão light de cada prato, o que significa que o cozinham sem manteiga! Ora, eu pedi frango no churrasco, que pensava eu já ser light, mas não, pelos vistos, mesmo nos grelhados eles colocam manteiga... Vá-se lá entender... Pelo sim, pelo não, pedi a versão light da coisa, com vegetais ao vapor (também versão light!) a acompanhar!
À entrada do Outback não podia faltar a bandeira dos Estados Unidos!

E no seu interior, não podia faltar o balcão, para quem prefere estar a jantar e a ver um jogo de futebol americano!

Aqui está a impressionante e enorme 'coroa' de cebola panada! 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Explorando os subúrbios num dia instável...

Segunda-feira ao fim da tarde caiu mais uma daquelas chuvadas com direito a relâmpagos, trovões, granizo do tamanho de berlindes e afins... E ontem, segundo os meteorologistas, a tempestade ainda deveria dar alguns sinais. 
Vai daí, preferi não arriscar e fiquei-me pelo hotel e arredores. Depois, acabei por arrepender-me porque não caiu uma gotinha o dia inteiro... Ainda assim, foi uma boa opção: andei a explorar a zona e aproveitei para ir ao cinema. 
Descobri que por trás do hotel há imensas lojas, nomeadamente a minha favorita! Sim, há uma Anthropologie bem nas minhas barbas e eu nunca tinha reparado. Também há outras, como a GAP, a Banana Republic, a Loft, a Victoria's Secret e uns quantos restaurantes. 
Cá está ela, a Anthropologie, recheada de coisas lindas!

A Party City fica um pouco mais desviada, mas também lá fui espreitar e não imaginam a quantidade de coisas que têm para o Halloween! Desde decorações, a máscaras e doces para as crianças! Amei!

E por falar em Victoria's Secret, fiz lá mais umas aquisições, desta vez maquilhagem. É que aqui a totó esqueceu-se de trazer as suas pinturas de Lisboa e nem um gloss tinha! Felizmente, encontrei estes kits super engraçados e para desenrascar serve! Também comprei um creme com cor, ou seja, é uma espécie de base mas mais cremosa, que também hidrata. Na loja, uma das colaboradoras foi uma querida e colocou-me o creme num dos lados da cara e uma base no lado oposto. Apesar da base cobrir melhor as imperfeições, senti que me secava muito mais a pele, daí ter optado pelo creme.
As minhas novas pinturinhas do desenrascanço...

Na caixa do kit vem a explicação de como aplicar as sombras para dar aquele efeito tchan, mas não sei se me vou saber amanhar! Acho que no próximo dia em que chover a cântaros vou aproveitar para praticar a arte da maquilhagem...

Também ao lado do hotel há um pequeno parque que ainda não tinha visitado e de onde se tem uma excelente vista para Manhattan. Andam por lá imensos gansos, que devem estar com preguiça de voar para destinos mais quentes... São os últimos resistentes! Lembro-me que quando cheguei, há quase um mês, havia imensos! Agora são cada vez menos. 
O parque junto ao hotel, mais um dos tesouros que descobri...

E os gansos que o habitam.

O cinema fica também muito perto do hotel e é um daqueles multiplex com milhentas salas e onde há sempre uma sessão a começar. Aproveitei que estava sozinha e optei por filme que o meu Mr. Big não estava muito interessado em ver - The Town. Isto porque ele embirra com o Ben Affleck (não sei que mal é que o rapaz lhe fez!), que não só protagoniza como realiza o filme, e foi ainda um dos argumentistas. Gostei muito! Para filme de acção não está nada mau! É a história de um grupo de assaltantes de Charlestown, um bairro operário de Boston, conhecido por produzir um enorme número de 'ladrões profissionais', ocupação que vai passando de pai para filho. Muitos tiros, perseguições mirabolantes, uma história de amor, o bandido bonzinho, o bandido stressado e rufia, estão lá todos os ingredientes do típico filme de acção, mas o resultado é bom, na minha opinião.
O cartaz do filme.

Depois do cinema, fui apreciar o pôr-do-Sol. A vista para Manhattan é uma constante quando se passeia junto ao rio Hudson. New Jersey, conhecido como o Garden State pela sua enorme mancha verde (sim, há árvores por todo o lado!), tem nesta zona de a melhor paisagem para Nova Iorque. 
Um amigo que fiz pelo caminho...

E que também parece apreciar a vista!

A vista para a Ponte George Washington

E a magnífica vista para Manhattan, por mais que a veja, não me canso!

À noite, o meu Mr. Big desafiou-me para uma 'sushizada'. E eu aceitei, claro! Ou não fosse eu uma fã dos 'bolinhos de arroz com peixe cru'! E até tivemos direito a um expresso com bolinho no final da refeição, não no restaurante japonês, mas na Panera, uma espécie de Starbucks mas em versão padaria.
Cá está o belo do sushi! 

A Panera Bread, uma padaria/café com uns pães deliciosos e tão bonitinhos que parecem de enfeitar!

Os nossos cafés, juntamente com um bolinho que era uma espécie de torta com chocolate e amêndoa.

De volta ao hotel e à nossa vista fantástica para a George Washington Bridge, embora aqui esteja um bocado desfocada...  Mas dá para ter uma ideia.