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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Lisboa em Tempo de Guerra

Este fim‑de‑semana fui visitar uma exposição muito interessante. Chama-se A Última Fronteira - Lisboa em Tempo de Guerra. Está patente no Torreão Poente do Terreiro do Paço e retracta o quotidiano lisboeta durante a II Guerra Mundial. A neutralidade portuguesa acabou por servir de refúgio aos que tentavam escapar ao regime nazi e procuravam asilo em países do outro lado do Atlântico. 
Há descrições de refugiados que passaram por Lisboa. Para trás deixavam os seus países destruídos e deparavam-se com uma cidade intocada, onde a escuridão da guerra não tinha chegado. Ao mesmo tempo, o medo e a sensação de insegurança persistiam. O inimigo ainda estava demasiado perto. Todos os esforços eram concentrados na aquisição de um visto para qualquer sítio bem longe da Europa. 
Os portugueses, por sua vez, viviam também tempos muito difíceis. A guerra fazia-se sentir de outras formas: através do racionamento e do receio constante de ataques aéreos.
Esta exposição é uma forma de ficar a saber mais sobre esta fase difícil da história.
A cereja no topo do bolo é vista que se tem para o Terreiro do Paço e para o rio! 








quarta-feira, 17 de abril de 2013

Uma Aventura no Palácio da Ajuda... Em cadeira de rodas...

Ser diferente é ir a uma exposição e ver o que os outros não vêem. É passar por corredores interditos ao público. É andar num elevador que foi usado exclusivamente por rainhas.
Ser diferente é ter crianças que olham e se interrogam sobre o porquê dessa diferença. Ser diferente pode ser constrangedor, é verdade. Mas, quando se vive uma vida inteira com a diferença por vezes também há momentos cómicos e quase anedóticos.
A diferença pode fechar portas, mas abre outras. De preferência, equipadas com rampas.
Graças à minha amiga Mafalda, encaro a diferença como algo positivo. Ela é um dos meus maiores exemplos. A Mafalda é motivadora organizacional e, de facto, foi para isso que Deus a pôs neste mundo, nao tenho a mínima dúvida. Basta trocarmos dois dedos de conversa com ela para percebermos como complicamos o que é simples.
No sábado, a Mafalda e eu fomos até ao Palácio da Ajuda com o objectivo de ver a exposição da Joana Vasconcelos.
Eu ia confiante que tudo estaria adaptado para receber pessoas que se deslocam em cadeiras de rodas, como é o caso da Mafalda.
Ela não ia tão optimista, o que se percebe, tendo em conta as dificuldades que enfrenta cada vez que tenta fazer um destes programas culturais.
Felizmente, a experiência superou as nossas expectativas e correu tudo muito bem. Graças à diferença da Mafalda, até passámos por zonas restritas Palácio. Foi a cereja no topo do bolo!
Obrigada ao Palácio da Ajuda e aos seus colaboradores, que tornaram a nossa tarde ainda mais especial!
Quanto à exposição, é, simplesmente, genial!
Aqui ficam umas quantas fotos.



















segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sugestão da Mary: "Riso, uma exposição a sério"

No Museu da Electricidade, em Belém, está patente uma exposição sobre o Riso.
Pareceu-nos uma boa ideia, num fim-de-semana tristonho e cinzentão, aproveitar a deixa para visitar esta mostra que apresenta várias vertentes do Riso.
Obras de Joana Vasconcelos e Paula Rego partilham o espaço com as mais famosas séries de tv nacionais e estrangeiras. Não faltam sketchs do Gato Fedorento, do Tal Canal, do Herman Enciclopédia, dos Simpsons e de Modern Family. A grande falha, na minha opinião, foi terem deixado de fora os Friends!  
Ah... E até os bonecos do Contra-Informação estão por lá!






Obras de Paula Rego
Os cães de loiça de Joana Vasconcelos


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Washington D.C.

O que dizer sobre Washington D.C.? 
Se já tinha gostado de Filadélfia, Washington foi amor à primeira vista! 
É uma cidade muito arrumadinha, organizada e limpinha, cheia de museus e monumentos para visitar. E claro, não faltam as grandes lojas para alimentarmos o nosso lado mais fútil, o que também sabe bem, não é verdade?!
Ah... Para quem não sabe, D.C. é a sigla para "District of Columbia", o que diferencia a cidade, já que também existe um estado norte-americano chamado Washington.
Sempre que visito uma cidade nova penso se seria capaz de lá morar, e isso é um ponto decisivo para gostar ou não do sítio. Washington cativou-me nesse aspecto: podia mudar-me para lá amanhã e ia feliz da vida! 
No sábado à noite, quando chegámos, fomos jantar ao Bibiana, um restaurante perto do hotel. Como já era tarde, até pensámos que a cozinha estivesse fechada, mas tivemos sorte! E valeu a pena, a comida estava óptima! O Bibiana é um restaurante de sabores italianos com pratos mais ao estilo da nouvelle-cuisine e a decoração é super gira e moderna, mas uma chatice para tirar fotos! É que apesar dos candeeiros de tecto serem muito bonitinhos, a iluminação é fraca, para dar um ambiente mais intimista ao restaurante.
No dia seguinte, acordámos o mais cedo que conseguimos e fomos explorar Washington. 
Começámos pela Casa Branca, como não podia deixar de ser! Ainda tínhamos a esperança de que a Michelle e o Obama viessem à janela dar os bons dias aos muitos turistas que por ali andavam, mas nada... Nem o cão d'água português deu à costa...
Seguimos caminho em direcção ao Memorial da II Guerra Mundial e ao Memorial do Lincoln, cujo espelho de água mais parece um campo de batalha, todo esburacado pelas obras e cheio de lama.
Ainda fomos ao Memorial da Guerra da Coreia, tirámos umas fotos, mas o calor era tanto que desistimos de andar na rua e optámos por ir visitar o Museum of American History. Foi o melhor que podíamos ter feito, porque o museu é bem interessante e mostra a evolução do país, as suas guerras, os momentos marcantes, os presidentes e as primeiras-damas, até a cozinha da Julia Child lá está, com ecrãs a passarem os programas televisivos e os seus vários livros expostos!
No último andar está a colecção de Tesouros da Cultura Pop, onde é possível ver os sapatos vermelhos da Dorothy em O Feiticeiro de Oz, o chapéu preto do Michael Jackson ou os fantoches dos Marretas!
Quando saímos do museu, umas quantas horas mais tarde (sim, porque estes museus são gigantes e é fácil perder noção do tempo lá dentro), fomo-nos enfiar noutro museu. Já não tínhamos muito tempo, mas ainda deu para ver toda a colecção do Internetional Spy Museum. O museu foca bastante a época da guerra fria, já que foi um momento da história mundial repleto de espionagem. E também não falta uma réplica do carro do James Bond!
Para jantar, escolhemos um restaurante de tapas, o Jaleo. Nada como um bom petisco para reconfortar o estômago depois de um dia em cheio!
Na segunda-feira, Labour Day aqui nos States, fomos ao Newseum, que se tornou no meu novo museu preferido de todo o sempre, e passámos lá o dia! Entrámos à hora de abrir e só saímos quando praticamente nos expulsaram lá de dentro! A nós e a todos os outros visitantes, porque ninguém estava com grande vontade de se ir embora!
A exposição começa com um vídeo explicativo do museu, com a descrição do que podemos encontrar em cada um dos seis andares (sim, seis!). Depois, passámos para a ala do Muro de Berlim, onde há mesmo uma parte do muro e uma torre de vigia. Ao longo de vários painéis com noticias da época vamos acompanhando a construção do muro, as tentativas de fuga do lado este para o oeste, o bloqueio soviético e a consequente ponte aérea americana e o constante medir de forças entre os dois lados da cortina de ferro.
Ao longo do museu é mostrada a evolução do Jornalismo, as primeiras páginas que fizeram história e os acontecimentos marcantes a nível mundial. Há um vídeo a quatro dimensões sobre o início do jornalismo de investigação e a grande contribuição de uma mulher para esse género jornalístico.  Há exposições sobre o furacão Katrina, o FBI, os fotógrafos dos presidentes, o prémio Pulitzer de Fotografia, as fotografias do ano e o 11 de Setembro, com a Antena da Torre Norte, as primeiras páginas sobre o atentado e um vídeo com o testemunho de jornalistas que estiveram no local e cobriram o acontecimento.
E ainda temos a possibilidade de gravar um vídeo em frente a uma câmara, à semelhança dos repórteres televisivos, que é a parte mais engraçada da visita! 
No fim do dia, saí do Newseum toda contente, com o livrinho da fotos do prémio Pulitzer! Ainda estávamos com vontade de passear mais um bocado por Washington, mas começou a chover tanto que desistimos... Era chegado o momento de voltarmos para Nova Iorque.
Jantar no Bibiana.
Tortellini in BrodoSpaghetti Al Nero Di Seppia.

A Casa Branca, a Horta da Michelle e o Washington Monument, em forma de obelisco.
O Memorial da II Guerra Mundial.
O Lincoln Memorial.
Já no Museum of American History!
Os modelitos das Primeiras-Damas no baile de abertura dos mandatos presidenciais. Na foto do meio, à direita, o vestido de Jackie Kennedy, nas fotos da direita, o vestido e os sapatos (Jimmy Choo) de Michelle Obama.
Canhão do tempo da guerra contra o México.
Recriação da Guerra do Vietnam.
A cozinha de Julia Child.
Ainda a cozinha de Julia Child.
Os Marretas, o chapéu do Michael Jackson e os sapatos da Dorothy.
A mítica Route 66! Faz parte da história dos EUA!
A pílula, que teve um papel fundamental na emancipação feminina!
Em Washington também há carros-anfíbios!
O International Spy Museum! Neste museu não pude tirar foros, não era permitido. 
O gnomo espião é a mascote do museu!
Jantarinho no Jaleo!
As nossas tapas! Umas mini-sandes tostadas com presunto e queijo, vieiras, tortilha de cogumelos e paella de frutos do mar com tinta de choco, especialidade da casa e uma verdadeira delícia!
A fachada do Newseum.
Todos os dias são colocadas à porta as primeiras páginas de jornais nacionais e internacionais. A representar Portugal está o Público!
Já dentro do Newseum, na Ala do Muro de Berlim!
Um sapato armadilhado! É por estas e por outras que hoje em dia temos de nos descalçar nos aeroportos!
A cobertura noticiosa do Furacão Katrina.
A capa do Público com referência ao Furacão Katrina.
Uma sátira ao poder do dinheiro e dos grandes grupos económicos sobre os media... A brincar, a brincar, dizem-se as verdades, como no caso deste cartoon... 
A exposição sobre o 11 de Setembro. Ao centro está a antena de transmissão da Torre Norte. Atrás, na parede estão as primeiras páginas relativas ao atentado.
À saída da sala onde é projectado o vídeo sobre o 11 de Setembro está uma caixa com lenços de papel. E só vos digo que para pessoas mais sensíveis pode ser muito útil. por várias vezes me vieram lágrimas aos olhos durante a projecção!
Painel com fotos de momentos marcantes.
A liberdade de imprensa no mundo. A verde estão os países com liberdade de imprensa, a amarelo os assim-assim, a vermelho, onde há um total controlo sobre os media.
A carrinha de jornalista americano usada na guerra dos Balcãs, cravejada de balas...
Memorial aos Jornalistas que perderam as suas vidas em trabalho.
A gravação dos vídeos!
O que faz uma grande foto! 
Na exposição das fotos do Pulitzer.
Na loja do Newseum há um livro infantil sobre o cão do presidente, mas não fala lá de ser uma raça portuguesa...
O Memorial da Guerra de Iwo Jima.
Last but not least, o Capitólio!