Desde que vim para Nova Iorque, ainda não tinha ido dar o meu pezinho de dança à noite! Por isso, no sábado decidimos ir sair e experimentar uma das discotecas da cidade. Como não temos grandes referências, acabámos por ir ao "Pacha NYC" porque o meu Mr. Big já tinha estado no "Pacha" de Ibiza.
Sinceramente, não sei se por cá é considerada uma boa discoteca ou não, mas a verdade é que a minha vontade de lá voltar é zero... Meu rico Lux! Minha linda Kapital, nos seus tempos áureos! Meu querido Urban Beach! Meu incomparável Konvento! Que saudades das fantásticas "disco nights" de Lisboa, cheias de estilo! Acredito que por aqui também haja espaços ao mesmo nível, mas, seguramente, o "Pacha" não é um deles...
Quando chegámos lá, eu e o meu Mr. Big todos catitas, deparámo-nos com um amontoado de gente mal vestida! Eles de ténis e calças ao fundo do rabo, elas com túnicas a fazer a vez de vestido, sem collants e com as pernas cheias de celulite! Um cenário um pouco deprimente... Mas já que estávamos ali, avançámos para a fila.
Depois de uns bons 20 minutos ali ao frio, lá conseguimos chegar à entrada, onde tivemos de mostrar a nossa identificação. Pensávamos nós que o tormento tinha acabado quando nos deparámos com uma nova fila, ainda mais caótica, para comprar entradas e dar os nomes para a guestlist. Ali ficámos mais um bocado, todos ao monte. Passada mais essa provação, conseguimos entrar na discoteca. O meu primeiro pensamento foi "tanta coisa para isto?"... A pista já estava completamente cheia e o primeiro andar, onde nós estávamos não demorou muito mais tempo a ficar igualmente superlotado. Este primeiro andar funciona como uma espécie de varanda, aberto no centro e com vista para a pista.
A música, a cargo de um tal DJ "Laidback Luke" até nem estava má quando chegámos, mas à medida que a noite foi avançando, o som foi-se tornando cada vez pior... Às tantas, aquilo já só me parecia barulho de carrinhos de choque.
Uma das minhas curiosidades era assistir a um fenómeno que eu considero simultaneamente interessante e deprimente: a Hora do Desespero! Essa é aquela fatídico momento da madrugada em que toda a gente já está com um grande andamento e quer arranjar, desesperadamente, alguém com quem passar um bom bocado.
Em Lisboa, a Hora do Desespero costuma começar por volta das cinco da manhã. Aqui, a coisa começou mais cedo, o que é normal porque a discoteca em si também abriu as portas às 10 da noite... Por volta das três e meia, era ver as miúdas completamente descontroladas e eles a tentarem a sua sorte, pareciam abelhas de volta do mel... Às tantas, olho para o lado e estava um casal em grandes amassos, a tal ponto que se aquilo fosse um filme, tinha de ter bolinha vermelha no canto superior direito... O mais engraçado foi quando ela o deixou pendurado para ir dançar com as amigas!
O ponto alto da noite foi quando topei uma rapariga a fazer um charro, toda contente, a achar-se uma grande maluca! Até que, quando estava a tentar acendê-lo, deixou-o cair para a pista! Ri-me tanto!
Também gostei muito de assistir ao fenómeno "cyber-disco", ou seja, aquele pessoal que vai sair à noite e em vez de dançar, está o tempo todo agarrado ao Blackberry ou ao iPhone, a mandar emails e a pôr fotos no facebook!
| Apesar da fraca qualidade da foto, o que é suposto ver-se aqui é a pista cheia de gente. |
| Cá fora, na fila, à espera... |
Como as fotografias não ficaram grande coisa, devido à falta de luz do espaço, fica um pequeno vídeo de 30 segundos. Assim, também podem ter uma ideia do estilo de música que estava a passar.