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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Agora ia mesmo bem uma tabuinha de queijos do Sardi's!

Estou em "New York mode"! Os nove caixotes onde embalámos o último ano e tal de vida chegaram há pouco mais de uma hora e a parte da cozinha já está despachada.
Agora falta o pior: arrumar a minha roupa! 
Já tinha tantas saudades das minhas coisinhas... Os meus casacos quentinhos, as minhas malas, os meus sapatos. Mas a parte de arrumar é uma chatice!
Enquanto vou ali desempacotar mais umas coisas deliciem-se com estas fotos do Sardi's, um restaurante em plena Broadway e ponto turístico da cidade. O local ideal para um jantar antes ou depois de um musical! 
Foi-me aconselhado pela Lady C e eu só tenho a agradecer a sugestão! Comidinha boa e uma decoração bem engraçada: as paredes estão cobertas de caricaturas de artistas!
O Sardi's, no no nº 234 da West 44th Street.
A movimentada entrada do restaurante.
A decoração do Sardi's sobressai pela quantidade de caricaturas que cobrem as paredes!
Petiscos vários! Como eu gosto!
Uma tábua de queijos! Tão bom!
Depois dos petiscos, soube mesmo bem a sobremesa!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

How to succeed on a sunday without really trying...

Os melhores dias começam com as menores expectativas... 
O nosso domingo começou com o já habitual brunch, desta vez no 44 1/2, na 10ª Avenida, entre as ruas 44 e 45. O sítio é catita, os empregados simpáticos. A comida não é genial, mas come-se bem.
Sem grandes planos para o resto do dia, estávamos nós a dirigir-nos para Times Square, quando passamos pelo Al Hirschfeld Theatre, onde está em cena o musical How to Succeed in Business Without Really Trying, com o Daniel Radcliffe (mais conhecido como Harry Potter). O meu Mr. Big fica a olhar, decide entrar, e eu a pensar "Ah e tal, nem vale a pena perguntar se há bilhetes, de certeza que está esgotado...". Eis que nesse momento já está ele na bilheteira a levantar bilhetes para a matiné!
E eu fico emocionada, quase de lagrimita no olho, devido também ao frio intenso que invadiu Nova Iorque, claro! O que fazer quando se tem um Homem assim ao nosso lado? Mimá-lo muito e dar graças a Deus todos os dias!
Quanto à peça, é muito boa! Num ambiente de anos 60, um jovem ambicioso limpa-vidros socorre-se de um livro de auto-ajuda para subir na vida. Radcliffe, depois de 10 anos na pele de Harry Potter, mostra o excelente actor em que se tornou e ao longo de mais de duas horas de espectáculo canta, dança e arranca gargalhadas do público.
O "after-show dinner" foi no Qi Bangkok Eatery, um restaurante lindíssimo de comida tailandesa na 8ª Avenida, entre as ruas 42 e 43. Ficámo-nos pelos petiscos - os dumplings estavam deliciosos e o camarões tigres, apesar de salgados, também nos souberam muito bem!
E assim se passou um domingo, o penúltimo na Big Apple, pelo menos para mim! Pois é... A boa vida por aqui está prestes a terminar, por isso, o melhor é aproveitar mesmo até ao fim!
Ah... Chocolate quente... Gosto tanto!
Panquecas e bacon, uma estranha combinação mas que faz muito sucesso por estas bandas! E até nem desgostei da mistura do doce com o salgado!
Omolete com queijo de cabra, pelo menos no menu... No prato, o queijo era quase imperceptível!
A entrada do Al Hirschfeld Theatre, na 45th Street.

Qi Bangkok Eatery!



Os camarões tigre.
Os dumplings.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Spider-Man: Turn Off The Dark

Eu e o meu Mr. Big tentamos ver um musical diferente todos os meses. Por nossa vontade, fazíamos esse programa todos os dias ou todas as semanas, mas os bilhetes são tão caros que ir uma vez por mês já não é nada mau! Desta vez, escolhemos o Spider-Man - Turn Off The Dark. Posso dizer que gostei muito mais do que estava à espera. Não sou fã de super-heróis, mas vê-los na Broadway tem outro impacto! E os "efeitos-especiais" estão impressionantes. 
Apesar de só estrear oficialmente dia 14 de Junho, o espectáculo está em previews há uns tempos, o que é uma espécie de fase de teste. Na prática, o que acontece é que podem ser feitos alguns acertos no meio do espectáculo, aumentando o seu tempo de duração. Foi o que aconteceu na nossa sessão. Ao todo, houve três paragens para  que ajustar os cabos que seguram os actores e acrobatas. Estas previews servem precisamente para garantir que após a estreia oficial não ocorrem problemas graves, tal como o que aconteceu em Dezembro, quando um dos actores/acrobatas que veste a pele de Homem-Aranha caiu devido a uma falha técnica no equipamento que devia segurá-lo.
Spider-Man já viu a sua estreia adiada seis vezes, devido a lesões do elenco, problemas de orçamento, mudança de director, e reestruturação do musical em si, que conta agora com menos 3 canções do que a primeira versão. A letra e composição das músicas é da autoria de Bono e The Edge, o que é meio caminho andado para garantir casa cheia! 
Na Broadway, onde o mercado do teatro musical é competitivo, as produções arriscam cada vez mais, dentro e fora do palco. Orçamentos gigantescos como o deste espectáculo, que vai em 70 milhões de dólares,  pretendem garantir uma receita de sucesso que até agora tem sido difícil de encontrar. Repleto de coreografias aéreas, personagens presas por cabos, que saltam entre o palco e a plateia, e cenários que nos impressionam com a sua grandiosidade, Spider-Man foi já várias vezes comparado a uma espécie de Cirque du Soleil, o que marca claramente uma viragem neste género teatral. Mas nada pode falhar porque, neste caso, um pequeno deslize pode mesmo significar a morte do artista!
O cartaz do musical Spider-Man!
Foxwoods Theatre, onde Spider-Man está em cena! 
Antes de começar...

domingo, 26 de setembro de 2010

A Maldição do Fantasma da Ópera...

O Fantasma da Ópera é o musical que está há mais tempo em cena na Broadway, mais precisamente, há 20 anos. Sempre com casa cheia, o espectáculo reúne consenso quanto à sua qualidade da obra e dos artistas. Por tudo isso, acabou por ser a nossa primeira escolha para uma ida aos Musicais.
Mas sendo o Fantasma da Ópera conhecido como "a história de amor mais assombrosa do mundo", a nossa tarefa de chegar ao Majestic Theatre acabaria por revelar-se igualmente assombrada...
À chegada ao Lincoln Tunnel, percebemos que tínhamos de arranjar uma solução porque o trânsito estava completamente parado. O tempo ia passando e nós ali encurralados na faixa da direita... Tínhamos de atravessar pelo menos duas faixas para podermos mudar de direcção e ir apanhar o barco! Estivemos uma boa meia hora só para conseguir fazer essa proeza! Depois de umas quantas infracções, lá conseguimos seguir em direcção à estação dos ferry-boat. 
Enquanto o meu Mr. Big estacionava o carro, eu fui a correr comprar os bilhetes... De saltos!
Ainda tivemos de esperar pelo barco, mas lá fomos. Claro que, com o meu mau feitio e pessimismo característicos, eu já me tinha convencido de que já não ia conseguir ver o espectáculo. Ele, pelo contrário, que tem as fantásticas qualidades que a mim me faltam -paciência, persistência e optimismo - ia dizendo: "Entramos no intervalo, pelo menos vês a segunda parte". Eu ouvia isto e a minha vontade era atirá-lo ao rio... Lá chegámos a Manhattan, mas ainda tínhamos de chegar ao Teatro. Estávamos a alguns quarteirões de distância e o único táxi que conseguimos encontrar vago, recusou-se a levar-nos porque, segundo ele, o trânsito estava parado naquela zona da cidade. A única hipótese era ir a pé... E eu de saltos!
E finalmente chegámos... O espectáculo já tinha começado há coisa de quinze minutos, mas para meu enorme espanto deixaram-nos entrar! E até nos levaram aos lugares!
A verdade é que depois de estar dentro do Majestic Theatre, a viver pela primeira vez a experiência de ir a um musical na Broadway, valeu a pena correr, enervar-me, tudo! No intervalo, o senhor que estava ao meu lado, um americano na casa dos 60 anos, perguntava-me se eu estava a gostar. Eu disse-lhe que sim e que era a primeira vez que ia ver o Fantasma da Ópera. Para ele era já a quarta, é o seu musical favorito. 
É incrível, mas noite após noite, e aos fins-de-semana, também à tarde, aqueles artistas sobem ao palco e cantam, dançam, interpretam como se fosse o primeiro dia! É a magia da Broadway!

À espera do barco... As minhas trombas já chegavam ao outro lado do rio!

Durante o intervalo.

A veia artística do meu Mr. Big para a fotografia!

No final do primeiro Acto, este candelabro cai no palco. Claro que nos lembrámos logo da nossa amiga Irina, que tem pânico com qualquer coisa que possa cair do tecto!

À saída do Fantasma da Ópera, que coincide com o final de tantos outros musicais, o que deixa a Broadway completamente cheia de gente.
Pensavam que tinha acabado por aqui? Enganam-se... A maldição do Fantasma da Ópera manteve-se inoperante durante todo o jantar, que foi num sítio fantástico e do qual irei falar noutra altura, mas regressou já de madrugada, quando regressámos a New Jersey e ao parque de estacionamento da estação de ferrys. 
Pois parece que deviamos ter pago o parque logo quando comprámos os bilhetes de barco porque a tarifa é sempre a mesma... Claro que para nós, que estamos habituados a validar os cartões de estacionamento à saída, isto não fazia sentido nenhum, e nem sequer imaginávamos que assim fosse. Resultado, àquela hora o senhor da bilheteira que lá estava foi uma 'simpatia' (estou a ser irónica!) e despachou-nos para o segurança dizendo que ali já estava fechado... Lá fomos à procura do segurança, que nos despachou para o segurança do parque, usando as seguintes palavras "he's in that golf car, probably he's making is round". E eu pensei em voz alta: "Deve estar a fazer a ronda, deve... Deve é estar no golf a dormir!". Dois segundos depois, quando vi o carrinho a andar, percebi a parvoíce que tinha dito, afinal o golf car era mesmo um carro de golf e não um Volkswagen Golf! Claro que nos desatámos a rir, eu e o meu Mr. Big, porque ele, no seu inglês perfeito, estava farto de saber ao que é que o segurança se estava a a referir. 
Mas a história não acaba aqui! Era o primeiro dia de trabalho do segurança do parque de estacionamento e ele não fazia a menor ideia de como tudo aquilo se processava! Além disso, a tarifa do parque era 10 Dólares, nós só tínhamos notas de 20 e ele não tinha troco!
Ele lá nos deixou sair do parque, com a nossa palavra de que iríamos arranjar forma de destrocar dinheiro e trazer-lhe os 10 Dólares. Foi assim que, na mesma noite em que fomos ver o Fantasma da Ópera, acabámos num 'Diner', aqueles bares/restaurantes manhosos à beira da estrada que estão abertos 24 horas por dia, a beber um copanázio de Coca-Cola e a tecer comentários maldosos sobre as pessoas à nossa volta...
E, por fim, lá fomos levar o dinheiro ao segurança,que já devia estar a pensar que nós nunca mais lá voltariamos e que seria despedido logo no primeiro dia de trabalho! 
A isto eu chamo, carinhosamente, de 'A Maldição do Fantasma da Ópera'...